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Metodologia 

A palavra "metodologia" tem um conceito amplo e na maioria das vezes é incompreendida por quem não é da área. Frequentemente ouvimos nossos alunos dizerem "Eu gostei muito do método de imersão" ou coisas do tipo, mas seria "imersão" uma metodologia de ensino? Será que essa modalidade de estudos não seria um "formato"? Vamos fazer a comparação usando uma escola regular de Inglês. Na escola regular, o aluno iniciante estuda por aproximadamente 6 anos até chegar a fluência. Seriam esses 6 anos a metodologia? Se seguirmos esse pensamento, teremos que dizer "metodologia dos 6 anos", "metodologia dos 5 anos", "metodologia de 1 ano", etc. Parece incoerente, não é mesmo?!

Metodologia está diretamente relacionada com transmissão de conteúdos através de uma determinada abordagem, ou seja, as técnicas pedagógicas que as escolas/professores 'conduzem' para que os alunos efetivamente aprendam os conteúdos (no nosso caso, a língua inglesa). Normalmente um método de ensino é profundamente estudado, testado e comprovado por muitos educadores/pesquisadores de diversas universidades ao redor do mundo. Sobre o ensino de língua inglesa, as universidades de Cambridge, New York e Oxford são as pioneiras. As metodologias mais famosas em nossa área são: Communicative Approach, TBL (Task-Based Learning), PPP (Presentation, Practice, Production), TTT (Test, Teach, Test), Audiolingual method e Grammar-Translation method.

Não muito raramente ouvimos dizer que alguém ou alguma escola local criou uma nova metodologia de ensino. Parece intrigante (ou no mínimo suspeito), não?! Como alguém, por si só, cria uma metodologia sem avaliação acadêmica, sem estudos formais e comprovações em caráter global?  E o pior de tudo, muitas pessoas (lê-se, alunos) acham interessante e vão atrás desses métodos desconhecidos. Fica a reflexão: "Por que correr atrás do desconhecido, uma vez que temos dezenas de excelentes metodologias disponíveis no mercado?" 

Tendo dito isto, gostaríamos de deixar claro que "imersão" não é metodologia de ensino, e que nós não somos reponsáveis por nenhum método próprio, mágico e mirabolante. A metodologia de ensino adotada por nós é chamada Communicative Approach. É amplamente ensinada ao redor dos quatro cantos do planeta (mas pouco se vê no Brasil) e tem sido estudada e aprimorada ao longo dos anos por nomes importantes da área de ensino de língua inglesa. Esse método tem como objetivo desenvolver a comunicação verbal de forma natural e realística.

A tradução mais aceita para Communicative Approach é "Metódo Comunicativo", mas daí você deve estar pensando: "Se Communicative Approach significa método comunicativo, então isso quer dizer que eu vou me matricular na English-4U para apenas ficar conversando em Inglês?" Claro que não! Mais uma vez estamos a frente de um termo amplo, que dá margem a várias interpretações. De fato, a Communicative Approach está baseada na comunicação verbal em todos os sentidos (inclusive um bom bate-papo faz parte), mas não é só isso. Para conversar em Inglês você não precisa desembolsar nem um centavo, você pode fazer isso gratuitamente na internet ou até mesmo "face-to-face" se você morar em uma cidade turística como o Rio de Janeiro ou Salvador. A Communicative Approach é uma metodologia muito bem estruturada, é o que existe de mais moderno e efetivo para o aprendizado de línguas. Para ficar claro, eu vou tentar ilustrar, a Communicative Approach é como se fosse a metodologia principal, mas dentro dela existem outras metodologias "secundárias" que servem de suporte. A união de todas elas constituem a Communicative Approach. 

A TBL (Task-Based Learning) é a metodologia de suporte a Communicative Approach que nós mais usamos (em segundo lugar vem a Dogme). Em todas as nossas aulas, em algum momento, os professores estarão usando TBL com os alunos. É um pouco complexo explicar como a TBL funciona, mas é mais ou menos assim: o professor apresenta o tópico da aula (que pode ser qualquer coisa, como "viagem de negócios", "jantar com amigos", "crise econômica nos EUA", etc) e explora o tópico com os alunos (faz perguntas para os alunos entrarem no clima, mostra um vídeo com conversas reais e exemplos de diálogos, checa o vocabulário da turma, etc). Depois ele passa uma atividade para os alunos fazerem individualmente ou em grupos (normalmente algo criativo, investigativo ou que aguce a curiosidade). Nesse momento o professor poderá ajudar os alunos, mas nunca corrigi-los. Após os alunos terem completado a tarefa, eles terão que criar uma apresentação para a turma (ou professor, caso ele seja VIP). Nesse momento o professor poderá ajudá-los com o Inglês de forma moderada (pois se trata de uma fase mais difícil). Após todos terem se apresentado o professor fará observações em relação a fluência, mas sem dar foco a erros gramáticais e sem "ecoar" (repetir) o que os alunos disseram com pronúncia incorreta, pois o foco é a fluência. Se a pessoa se fez entender, isso basta. Caso seja necessário o professor também poderá sugerir exercícios extras para melhoria da comunicação, mas sem abordagem gramatical específica.

Como você pôde ver, o mais importante para nós é a sua fluência. Você não precisa saber o que é "Simple Present", você apenas precisa saber usá-lo de forma natural e contextualizada. O conteúdo gramatical não é o que se deve levar em consideração, mas sim a mensagem a ser transmitida. Aqui você não verá o professor dizendo "Today, we're going to learn the Simple Future", você escutará "Today, we're going to talk about your biggest dream", ou seja, você aprenderá a usar o Simple Future de qualquer maneira, mas da forma mais natural possível, falando sobre os seus sonhos, sobre aquilo que você deseja realizar no futuro. E para que alcancemos nossa meta, você terá uma tarefa para realizar baseada no tópico escolhido pelo professor.

Como você deve ter percebido, a TBL é uma metodologia que não incentiva (na verdade, proíbe) os professores de ficarem "ecoando" os alunos o tempo todo. De acordo com Michael Long (University of Maryland, College Park), um dos maiores pesquisadores e entusiastas da TBL, o péssimo hábito do professor ficar repetindo cada palavra dita pelos alunos, faz com que os mesmos se desmotivem e até mesmo deixem de se expressar, Long ainda acrescenta, "Se o professor é capaz de repetir, isso significa que ele também foi capaz de entender. É uma correção inútil e que pode causar graves danos ao aprendizado do aluno. A fluência sempre será o ponto principal". Nós da English-4U fortemente acreditamos nesse princípio, mas isso não implica que nossos alunos não tenham a pronúncia trabalhada, todas as noites oferecemos aulas exclusivas de fonética e redução de sotaque. São pontos diferentes, trabalhados de formas diferentes. Não podemos misturar as coisas.

É claro que nós levamos em consideração as características pessoais de cada aluno e entendemos que as vezes precisamos usar outras metodologias para que os objetivos sejam alcançados. Com alunos iniciantes, por exemplo, as vezes temos que recorrer ao PPP, para que eles entendam como se estrutura a parte gramatical da comunicação. De qualquer forma, esse é um procedimento tomado apenas com alunos iniciantes e em último caso. 

Esteja preparado para conversar e ouvir bastante Inglês, pois esse é o nosso foco. É em comunicação que "nossa" metodologia se consiste.